Aprendendo com os Puritanos: Educação - Parte 2
Albert Einstein uma vez observou que vivemos em tempos de meios perfeitos e objetivos confusos. Os puritanos não cometeram esse erro. A força de sua teoria educacional era que sabiam para que era a educação. Seu objetivo primeiro era a nutrição e crescimento cristãos.
O Propósiro Cristão da Educação
Albert Einstein uma vez observou que vivemos em tempos de meios perfeitos e objetivos confusos. Os puritanos não cometeram esse erro. A força de sua teoria educacional era que sabiam para que era a educação. Seu objetivo primeiro era a nutrição e crescimento cristãos. Os estatutos do Emmanuel College, a faculdade mais puritana da Universidade de Cambridge, afirmavam: "Há três coisas as quais acima de tudo desejamos que todos os alunos desta faculdade entendam, a saber , o culto a Deus, o crescimento da fé e a probidade na conduta". John Knox exortou o Conselho da Escócia a ser "ao máximo cuidadosos da educação virtuosa e da santa instrução dos jovens desta região", "para a promoção da glória de Cristo".
Os puritanos americanos expressaram os mesmos objetivos religiosos quanto à educação. A causa imediata para a fundação do Harvard College foi religiosa, como já vimos. Uma regra observada na nova faculdade era esta:
Que todo estudante seja claramente instruído e seriamente forçado a considerar bem que o principal fim da sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida eterna, João 17:3; e, portanto, pôr a Cristo na base, como o único fundamento de todo conhecimento e sã doutrina.
Quando seu filho entrou em Harvard como estudante, Thomas Shepard lhe escreveu: "Lembre-se do fim de sua vida, que é voltar para Deus novamente e comungar com Ele".
O objetivo religioso da educação era evidente no mais famoso ato educacional jamais visto na América. É conhecido como "O Ato do Velho Enganador" e estabelecia a educação pública gratuita em Massachusetts, em 1647. A razão que o Tribunal Geral de Massachusetts deu para o estabelecimento de uma escoa de leitura foi esta: é "um dos objetivos principais do velho enganador, Satanás, privar os homens do conhecimento das Escrituras". A maneira de frustrar Satanás, de acordo com os puritanos, era educar as pessoas para lerem e estudarem a Bíblia.
É óbvio que eles se chocariam com uma educação secular destituída de propósito religioso. Na sua opinião, tal educação careceria do ingrediente amis essencial. Cotton Mather o expressou assim:
Antes e acima de tudo, é no conhecimento da religião cristã que os pais devem educar seus filhos... O conhecimento de outras coisas, enbora seja empreendimento tão desejável, nossos filhos podem chegar à felicidade eterna sem ele. Mas o conhecimento da santa doutrina nas palavras do Senhor Jesus Cristo é um milhão de vezes mais necessário.
O pregador inglês Thomas Gataker via as coisas da mesma forma:
Que os pais aprendam sobre ao que visar na educação de seus filhos... não pensar apenas em oferecer-lhes possessões... mas lutar para instruí-los na sabedoria e no entendimento verdadeiros.
É importante observar que os escritores puritanos, tratando do assunto, endereçam a maioria de seus comentários sobre o objetivo cristão da educação aos pais, e não aos educadores. Na visão deles, a educação cristã começa em casa e é, em última análise, responsabilidade paterna. As escolas são apenas uma extensão da instrução e dos valores dos pais, não um substituto para eles.
A Centralidade da Bíblia no Currículo
Dada esta concepção religiosa de educação, os puritanos naturalmente tornaramm central no currículo o estudo da Bíblia e da doutrina cristã. Esta prática pode ser remontada a Lutero, que havia insistido que, "acima de tudoo, a leitura principal para o mundo, tanto nas universidades como nas escolas, deveria ser as Sagradas Escrituras... Eu não aconselharia ninguém a enviar seu filho aonde as Sagradas Escrituras não são supremas".
Os puritanos concordavam. Na Universidade de Cambridge, os estatutos da Faculdade Emmanuel estabeleceram a Bíblia como central no currículo:
É uma antiga instituição da igreja... que as escolas e faculdades sejam fundadas para a educação dos jovens em toda piedade e booa aprendizagem e especialmete na Sagrada Escritura e na teologia, para que sendo assim instruídos possam depois disso ensinar a verdadeira e pura religião.
Na faculdade de Harvard a regra era que
cada um deve exercitar-se de tal forma em ler as Escrituras duas vezes por dia que esteja pronto para prestar tal relatório de sua proficiência nisso... como seu professor venha exigir... vendo que o estudo da Palavras dá luz, dá entendimento aos simples. Salmo 119:130.
O objetivo dos puritanos na sala de aula era medir todo o conhecimento humano pelo padrão da verdade bíblica. Embora o currículo proposto por Milton contivesse leitura tanto clássica quanto cristã, as obras de escritores como Platão e Plutarco foram submetidas finalmente à "avaliação determinante de Davia e Salomão, dos evangelhos e cartas apostólicas". Thomas Hall escreveu que "devemos... trazer o conhecimento humano para casa para ser podado e aparado com sabedoria espiritual". Uma estipulação da Escola de Rivington, uma das muitas escolas de primeiro grau fundadaspelos puritanoss em Lancashire, Inglaterra, era que a instrução deve ser de acordo com "aquilo que está contido na santana Bíblia".

A Definição de Milton de Educação Cristã
A clássica frase do objetivo cristão da educação aparece no famoso tratado de Milton, Of Education (Da Educação), onde escreveu:
O fim então do estudo é reparar as ruínas de nossos primeiros pais, recuperando o correto conhecimento de Deus, e a partir deste conhecimento amá-lo, imitá-lo, ser como Ele.
Milton define a educação em termos do que ela se propõe a realizar. Podem existir muitos meios de se alcançar a educação cristã, mas por enquanto é melhor não perdemos de vista o que ela é.
Na visão de Milton, a educação não é aquilo a que as pessoas sempre a reduzem - completar um certo número de cursos, escrever um certo número de trabalhos, "livrar-se de um pré-requisito", ou adquirir um diplomas (embora talvez não uma educação). Milton, o educador, está menos interessado no quanto uma pessoas sabe do que no tipo de pessoa na qual ela está em processo de tornar-se.
O objetivo da educação na definição de Milton, focaliza o relacionamento da pessoa com Deus. Conduzida apropriadamente, a educação de um processo de santificação, quando escreve que o objetivo é "conhecer a Deus corretamente, e a partir deste conhecimento amá-lo, imitálo, e ser como Ele". Nós costumeiramente limitamos a santificação ao process moral e espiritual; para Milton, tornar-se como Deus pode significar compartilhar do amor de Deus à verdade e à beleza assim como da sua santidade.
Os puritanos mantiveram o objetivo religioso da educação claramente à vista. Eles tinham grandes expectativas para a educação cristã, a qual concebiam muito abrangetemente. Enquanto nossa sociedade hoje está preocupada com habilidades comerciáveis, os puritanos estiveram ocupados com tornar-se como Deus.
Trecho Retirado do Capítulo 9: Educação, do livro "Santos no Mundo" de Leland Ryken.
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Fonte Texto: Livro "Santos no mundo".
Imagem: Canva Educalar
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