Jesus, O Mestre por Excelência: Comunicando por meio dos príncipios da Palavra.
Os princípios que primeiramente identificamos como tendo sido dados por Deus para Adão no jardim do Éden são compreensíveis e desenvolvidos na Bíblia. É importante reconhecer que esses Princípios formaram os canais dos padrões de pensamento de Adão, por meio dos quais Deus pode ensiná-lo.
Os princípios que primeiramente identificamos como tendo sido dados por Deus para Adão no jardim do Éden são compreensíveis e desenvolvidos na Bíblia. Na sessão seguinte deste livro, vamos olhar cada Princípio, em detalhe, como são desenvolvidos nas Escrituras. Entretanto, é importante reconhecer que esses Princípios formaram os canais dos padrões de pensamento de Adão, por meio dos quais Deus pode ensiná-lo. Jesus é chamado de o último Adão. Assim, seria consistente para nós assumir que Jesus usou também os mesmos padrões de pensamento.
Apesar de que esses sete princípios não estão agrupados de forma sistemática nos ensinos de Jesus, nosso Senhor os utiliza continuamente, tanto nos conteúdos quanto nos métodos. Para nossos propósitos, encerramos este capítulo sobre Jesus como Mestre por Excelência com a demonstração breve de como Ele utilizou esses princípios em Sua comunicação com outros.
Vamos identificar como Jesus ensinou estes princípios no capítulo seguinte, quando analisaremos cada um de forma separa. Por enquanto, vamos identificar isso de forma breve e superficial.
Trabalho - Caráter Bíblico
Jesus fez os indivíduos lutarem para aprender. Não foi sempre fácil. Eles tiveram que esticar para além de onde estavam. Vemos isso durante todo seu ministério. No início, lutaram apenas para entender quem Jesus era. Em direção ao final do ministério de Cristo, tiveram que lutar para entender sua missão última e onde eles se encaixavam nela.
Jesus provocou de forma deliberada, um trabalho laborioso em algumas ocasiões, para facilitar o aprendizado. Precisamos perceber que, apesar de nossa intenção não ser causar confusão, não devemos tornar as coisas tão fáceis que pouco esforço seja requerido no processo de aprender.
Administração - Mordomia Cristã
Jesus sempre envolveu Seus estudantes nas lições e na comunicação das mesmas, ajudando-os a classificar e categorizar informação. Envolvimento ensina a prestar contas e a ser mordomo do que é aprendido. Aprender não é algo passivo, tem que ser ativo. Os métodos que Jesus usou para implantar verdade eram ativos e envolviam aqueles que estavam ouvindo de alguma forma.
De alguma forma, sentimos que se a criança memorizar uma resposta e a repetir, terá aprendido. Isso está longe da verdade, pois a participação na lição é a chavepara o aprendizado.
Liberdade - Governo Bíblico
Liberdade requer controle da própria natureza. Jesus adotou métodos de comunicação que requeriam autocontrole do ouvinte. Métodos de ensino que requerem grande quantidade de concentração eram comuns para Jesus. Entretanto, o melhor jeito de comunicar liberdade e autogoverno é demonstrar isso. Esse é, com certeza, o maior atributo de nosso Senhor e inspirou o mesmo naqueles que O seguiam.
Obediência - Crescimento Bíblico (semadura e colheita)
Permitir que os estudantes percebam o próprio sucesso ou fracasso como resultado da obediência ou desobediência é ensinar a lei do crescimento. Jesus não tinha problema em permitir que seus discipulos falhassem. Os tempos de fracasso estavam sob Seu olhar atento, mas importantes lições eram aprendidas também. O alvo do discipulado é independência daquele que aprende em relção àquele que discipula. Esse é o verdadeiro significado de crescimento. Que façamos como Ele fez, permitindo que Ele trabalhe em nós.
Raciocínio - Soberania Bíblica
Jesus raciocinou constantemente com seus discípulos. Eles entenderam esse aspectos planejando, julgando e agindo. Frequentemente os discípulos agiam e , então, tinham que ter suas ações julgadas. Teria sido melhor julgar primeiro. Apesar de que planejar era importante, o Senhor era Jesus e não o plano. Jesus permitiu diversas vezes que os discípulos raciocinassem até chegarem à conclusão, para que entendessem a importância do raciocinar adequado em concordância com o plano de Deus.
Variedade - Individualidade Bíblica
Jesus parecia tratar cada sessão de ensino como um todo, como lição completa e raramente usou o mesmo método de forma exata, em circunstâncias diferentes. Variedade era essencial para estar sempre ciente de que Ele estava em sintonia com o Pai e que era compreendido pelas pessoas às quais ensinava. A comunicação que se baseia primeiramente na rotina não é bem sucedida. Devemos assumir o fato de que a boa comunicação precisa ser flexível, em sintonia com Deus e em contato com as necessidades daqueles aos quais servimos.
Unidade - Aliança Bíblica
Jesus sempre estabeleceu unidade familiar com aqueles aos quais ensinou. Sua comunicação, tanto quanto o adequado uso de ilustrações, tornou comum o meio entre o professor e o aprendiz. Sem isso, muitos mal entendidos teriam acontecido. Ele também recenheceu e usou comunicação que expunha a rebelião deles e a falta de unidade devido à incredulidade e o coração endurecido. Que comecemos a perceber que nossa comunicação, enquanto ensinamos, deve ser uma ponte entre nosso coração e o coração dos nossos estudantes.
Trecho extraído do Livro "Ensino e Aprendizagem - Uma abordagem flosófica cristã" de Paul Jehle.
Revisão: Bárbara Guinalz - Equipe Educalar
Imagem: Canva Educalar
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